quarta-feira, 19 de novembro de 2008

DENNING EXPLICA OS TESTES DO TÚNEL NO JAPÃO


Com Loris Capirossi e Chris Vermeulen a continuando aos comandos da GSV-R800 no próximo ano, o projeto de MotoGP da Rizla Suzuki está em boas mãos neste final de ano. O dois pilotos estiveram no pódio em provas do MotoGP deste ano, mas não com a regularidade suficiente para agradar a equipe, o que fez com que ainda haja muito trabalho pela frente neste Inverno com vista à campanha de 2009. O experiente italiano Capirossi e o veterano australiano Vermeulen terminaram em 10º e 18º, respectivamente, no Campeonato do Mundo de 2008, com a Rizla Suzuki a concluir em quinta na tabela de Equipas – resultados que ficaram aquém do esperado pelo Diretor Desportivo Paul Denning. A equipe da Suzuki não ter sido ajudada pelas lesões na mão e antebraço que afetaram Capirossi em Barcelona e Assen, mas a competitividade do seu conjunto parecia deixar os pilotos à espera, isto de acordo com as avaliações efetuadas pelos mesmos por várias ocasiões após as corridas. As prioridades continuam a ser a consistência de competitividade da moto, mesmo com as perdas de níveis de aderência no final das corridas e aumento de estabilidade nas curvas e retas, o que levaram a equipe a agendar um teste em túnel de vento esta semana no Japão e um ensaio de pista em Phillip Island na próxima semana. Conforme declarações de Denning: “O primeiro teste será na sede do departamento de competição da Suzuki, em Hamamatsu, e o túnel de vento fica mesmo ao lado da pista de testes.

Tanto o Loris, como o Chris vão estar presentes e para o Loris vamos apresentar alguns novos componentes aerodinâmicos em relação aos quais queremos recolher alguns dados, com ele a estar mesmo sentado na moto.” O dono da equipe continuou: “Para o Chris, como ele foi sempre um pouco mais lento que o Loris e, antes dele, mais lento que o John Hopkins em reta e a aceleração dele à saída das curvas é do mesmo nível, por isso só podemos apontar a aerodinâmica. Por isso, esperamos testar as peças não apenas com o Chris, mas receber também alguns comentários dele para que ele se sinta mais confortável.” Revelando o porquê de um teste específico dentro do túnel de vento ao invés de um numa pista, Denning declarou: “Não fazemos muito trabalho de túnel de vento com os pilotos. A Suzuki faz muitos ensaios destes apenas com a moto em tamanho real e não com modelos à escala.

A resistência aerodinâmica era tradicionalmente o foco das atenções neste tipo de teste, mas com uma moto de Grande Prêmio também temos de criar algum ganho de força nas curvas e fazer com que seja fácil efetuar mudanças de direção com a moto. Não se trata apenas de resistência em reta, trata-se também de facilidade de pilotagem e estabilidade da moto.” “Com os próprios pilotos é a primeira vez que fazemos um teste de túnel de vento e é apenas uma questão de garantirmos que as mudanças que vamos apresentar reflitam os dados que a Suzuki já recolheu no túnel de vento, mas agora com pilotos a bordo. Eles querem dados mais específicos porque é difícil compreender os motivos de um ou dois quilômetros por hora de diferença na pista; não se sabe se é devido a melhor saída das curvas ou da aderência.” Sobre o dia e meio de testes marcados pela chuva após a última corrida do ano em Valência, Denning disse: “Como todos os outros, preferíamos que tivessem sido dois dias completos. Ficamos sem obter os dados completos que precisamos embora tenhamos feito uma afinação muito boa com o mapeamento do motor, controle de aceleração, mas enquanto isso foi um bom passo a frente também não foi o suficiente em termos de onde queremos estar no início da próxima época.

Assim, temos uma boa base de trabalho, mas queremos dar mais alguns passos importantes em Janeiro e Fevereiro com o motor.” Antecipando o teste da próxima semana na Austrália, que também contará com a presença da Kawasaki enquanto o restos das equipes estarão no teste de Jerez, Denning explicou que a Suzuki vai se centrar na finalização do trabalho antes da parada de Inverno. “A nossa principal preocupação em Phillip Island é melhorarmos a aderência nas curvas longas e rápidas. A única curva, onde tivemos problemas foi a curva 12 de Valência, é longa a esquerda antes da entrada para a última curva. Phillip Island tem três ou quatro curvas de longa aceleração como essa, por isso vamos tentar colocar a potência no chão de forma melhor, combinando as mudanças do motor e chassis.”

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